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PORTUGALd'antigamente

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chamavam-lhes "madrinhas de guerra"

Os antigos combatentes chamavam-lhes "madrinhas de guerra"

 

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As "madrinhas de guerra" eram quase sempre moças solteiras, sendo muitas vezes os respetivos endereços trocados entre os soldados.

Muitas vezes, as pessoas escreviam-se sem se conhecerem pessoalmente, mas há alguns desses casos que resultaram em casamento.

Ao fim de algumas cartas trocadas, as "madrinhas" enviavam fotos normalmente "de corpo inteiro", para "mostrarem o que valiam".

 

 

 

 

 

      Primeiro dia de venda dos aerogramas militares.

                      Diário Popular de 2-8-1961.

 

 

 

Aparentemente, as cartas "sem pruridos" dos combatentes não as escandalizavam, já que as mulheres acabavam por alimentar esse "clima", com respostas que "levavam sempre a sua pitadazinha de provocação".

Os "aerogramas", nome que tinham as cartas, eram disponibilizados pelo Movimento Nacional Feminino, não precisavam de selo e eram transportadas gratuitamente pelos aviões da TAP.

Por vezes, o saco com os aerogramas era atirado do avião, sendo sempre o momento da distribuição da correspondência aguardado com particular ansiedade pelos guerreiros.

Falavam de tudo, Falava-se de ser herói, de solidão, de medo, de malandrices.

 

Ajudavam os soldados do Ultramar a "sentirem-se vivos".

 

Famalicão tem o único Museu da Guerra Colonial a nível nacional, que no seu espólio reúne muita da correspondência trocada entre soldados e respectivas madrinhas.

 

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