As religiosas utilizavam a clara de ovo para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se constituíram na base para a feitura do doce.
Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras.
Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda durante a paragem dos comboios na estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.
Foi o primeiro produto nacional de doçaria a obter a distinção por parte da União Europeia
Os barcos moliceiros são um dos emblemas da Ria de Aveiro
Em forma de meia-lua têm mastro e leme de grandes dimensões. Destinavam-se à colheita e transporte de moliço.
Moliço é o nome dado às plantas aquáticas que são colhidas para serem usadas na agricultura
A designação de moliço é geralmente usada para as plantas vasculares que crescem submersas em água salgada
Nos séculos XIX e XX, a colheita de moliço teve um papel importante ao remover nutrientes de plantas da Ria de Aveiro, ajudando a estabilizar esta laguna eutrófica.
O barco moliceiro pertence à família de barcos pequenos de origem mediterrânica
Uma das características destas embarcações é a sua riqueza em termos decorativos. Os temas vão do popular ao satírico, do religioso ao brejeiro, bem como a presença de uma legenda, dizeres de caráter único e cheios de graça.
Actualmente mais usados para fins turisticos.
O mais comum é o passeio pelos 4 canais urbanos da Ria. Canal Central, Canal da Pirâmides, Canal do Cojo e Canal de São Roque. Ao longo deste passeio de barco podemos apreciar os edifícios históricos de Arte-Nova, as marinhas de sal de Aveiro, Os palheiros de sal, os armazéns de peixe, diversas pontes, com especial destaque para a ponte de Carcavelos