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PORTUGALd'antigamente

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PORTUGALd'antigamente

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A Escola Primária de Antigamente

Rapazes e raparigas frequentavam escolas diferentes, não existiam turmas mistas.

O horário escolar era das 9h00 às 17h00 e o único recreio era à hora do almoço.

As carteiras eram de madeira com os bancos pegados. Os alunos usavam sacos de serapilheira para transportar o material escolar e alguma merenda se tivessem posses.

 

Diploma-4-Classe4.jpg

 

 

 

 

A primeira coisa que faziam quando entravam na sala de aula era cantar o hino nacional.

Todas as salas de aula tinham obrigatoriamente na parede três símbolos alinhados: uma fotografia de Salazar, outra do Presidente Carmona e um crucifixo (o ensino era revestido de uma orientação cristã, ao abrigo de uma Concordata entre o Estado e a Igreja).
Os alunos tinham que usar uma bata com um n.º de identificação.

Os professores aplicavam com muita frequência castigos corporais severos.

Existia a palmatória, mais conhecida como a “menina dos cinco olhos”.

As humilhações de castigos como as orelhas de burro eram frequentes.

Na província a maioria das raparigas não iam à escola porque tinham de trabalhar no campo e cuidar dos irmãos mais novos.

O horário da escola na província era de manhã para as raparigas e a tarde era para os rapazes.

 

 

 

                    Diploma da 4ª classe

 

OS BAILES " antigamente "

photo20100219222231.jpg

Nos bailes de antigamente, os jovens percorriam o salão em busca da rapariga ideal para iniciar um romance.

Caso ela fosse localizada na mesa com os pais, as pernas tremiam.

Tinham de arranjar coragem e talvez fosse esse o combustível (coragem) para encorajar o ato de atravessar o salão e chegar na mesa com o convite, formalismo, “vamos dançar?”

O “sim” dela poderia significar que também queria dançar, pois os olhos já tinham se cruzado num momento do baile, mas poderia ser apenas o “sim” formal para não dar um “cabáço” no rapaz audacioso.

 

 

Neste último caso, a regra que a jovem aprendeu em casa com a mãe casamenteira,não significaria que havia outro interesse a não ser o da boa educação.

 

No entanto, se “começássem a se interessar um pelo outro” ai, Jesus! – as danças se prolongariam por todo o baile e, na hora exata, os rostos se colavam e a sedução começava com uma conversa de ouvido.

 

O ato de seduzir transformava-se numa enciclopédia romântica que valia até mentiras ingénuas.

 

O beijo roubado, quando as luzes diminuíam de intensidade, era, talvez, o único da noite.

 

Quem não dançou uma vez na vida de rosto colado não sabe o que perdeu.

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