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PORTUGALdantigamente

- TRADIÇÕES - CURIOSIDADES - HISTÓRIA - LENDAS -

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A TRAGÉDIA da PONTE das BARCAS

A ponte das barcas foi construída, em 1806,sobre o rio Douro no Porto e aberta à população em 15 de Agosto de 1806.

 

Era constituída por vinte barcos ligados entre si por cabos de aço. Sobre essas barcas estava disposta uma plataforma de pranchas que permitia a travessia do rio.


Em 29 de Março de 1809, na 2.ª invasão francesa, aconteceu a grande tragédia.

 

Nesse dia, o General Soult entrou no Porto, depois de vencer a resistência popular. Em pânico perante as tropas francesas, a população tentou atravessar o rio em direcção à outra margem (Gaia) para aí procurar refúgio.

Com tanto peso, a ponte rebentou: uns caíram à água, outros tentaram aguentar-se à superfície.

 

 

 

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Morreram mais de 4000 pessoas.

 


Mais tarde, constuiu-se outra ponte mais robusta, constituída por 33 barcos, onde assentava um estrado de madeira protegida por parapeitos com grades.

 

 

 

 

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Lenda dos Tripeiros e das tripas á moda do Porto

TUDO COMEÇOU NO ANO DE 1415......

 

Nesse ano, de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos.

 

A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro.

Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem...

 

Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais.

E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta.

Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas.

 

Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de "tripeiros".

 

 

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A estátua ao Tripeiro

 

 

Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto.

A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heróicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da conquista de Ceuta.

 

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PORTO 1984-1988 - 2002-2004 - ESQUADRÃO IMORTAL

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Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (1987), Campeão da Liga dos Campeões da UEFA (1986-1987), Campeão da Supertaça da UEFA (1987), Tricampeão do Campeonato Português (1984-1985, 1985-1986 e 1987-1988), Campeão da taça de Portugal (1987-1988) e Campeão da Supertaça de Portugal (1986). Foi o primeiro (e até hoje único) clube português a se tornar campeão mundial interclubes.

Equipa base: Jósef Mlynarczyk (Zé Beto); João Pinto, Eduardo Luís (Geraldão), Celso Gavião (Lima Pereira) e Augusto Inácio; Jaime Magalhães, Quim (Rui Barros), António André e António Sousa; Rabah Madjer (Vermelhinho) e Paulo Futre (Fernando Gomes / Casagrande / Juary).Técnicos: Artur Jorge (1984-1987) e Tomislav Ivic (1987-1988).

 

“O Dragão se apresenta à Europa. E ao mundo também.”

 

Depois do bicampeonato europeu conquistado pelo Benfica em 1961 e 1962, a Europa jamais viu o brilho de um clube lusitano até o ano de 1987. Décadas se passaram, vários esquadrões encantaram, mas nenhum que tivesse sangue português conseguiu desbancar alemães, italianos, ingleses, espanhóis, holandeses e até romenos na principal competição do continente. Foi então que uma turma vestida em azul e branco acabou de vez com a seca e faturou uma inédita e histórica Liga dos Campeões sobre uma equipa amplamente favorito e já tricampeão do torneio – o Bayern München. Jogando em Viena, o Futebol Clube do Porto virou gigante, desbancou os alemães e levou a “Velhinha Orelhuda” para Portugal depois de 25 anos. Não bastasse o título continental, os portistas viajaram até o gélido Japão para encarar outro clube cheio de tradição, o Peñarol-URU, e provou que nem mesmo um campo coberto de neve seria capaz de apagar a chama do Dragão e o futebol de Madjer, Gomes, Magalhães, Inácio, João Pinto e tantos outros que transformaram o Porto no primeiro – e até hoje único – clube português campeão mundial de futebol, uma façanha que nem mesmo o formidável Benfica de Eusébio e Coluna conseguiu. Mas não foi só isso. Eles venceram vários títulos nacionais e iniciaram naquele final de década uma hegemonia impressionante no futebol de seu país. 

 

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Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (2004), Campeão da Liga dos Campeões da UEFA (2003-2004), Campeão da Copa da UEFA (2002-2003), Bicampeão Português (2002-2003 e 2003-2004), Campeão da taça de Portugal (2002-2003) e Bicampeão da Supercopa de Portugal (2003 e 2004).

Time base: Vitor Baía; Paulo Ferreira (Seitaridis / Bosingwa), Ricardo Carvalho (Pedro Emanuel), Jorge Costa e Nuno Valente (Ricardo Costa); Costinha, Pedro Mendes (Alenichev / Diego), Deco (Quaresma / Luís Fabiano) e Maniche; Derlei e Hélder Postiga (Benni McCarthy / Carlos Alberto / Jankauskas). Técnicos: José Mourinho (2002-2004) e Víctor Fernandéz (2004).

 

“Prazer em conhecê-lo, José Mourinho”

 

Os portugueses leais ao azul e ao branco do Futebol Clube do Porto viveram três anos simplesmente maravilhosos de 2002 até 2004. Depois de anos dominando o cenário futebolístico nacional com títulos e mais títulos do Campeonato Português, principalmente com o ídolo Jardel, o Porto conseguiu, enfim, expandir sua supremacia para o continente europeu de maneira emblemática, com jovens cheios de talento e lapidados por um treinador novato que logo entraria para o rol dos maiores de todos os tempos: José Mourinho. O polêmico e emburrado técnico conduziu o time de Vitor Baía, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Deco e Derlei às maiores glórias possíveis no velho continente: a Copa da UEFA e a Liga dos Campeões da UEFA. E as taças não vieram de qualquer jeito não. Elas foram conquistadas com show, talento, brilho, e um passeio na decisão da Liga contra o Monaco: 3 a 0. Mourinho conseguiu dar ao Porto praticamente todas as glórias, faltando apenas uma Supercopa da UEFA (perdidas para o Milan, em 2003, e Valencia, em 2004). O segundo troféu da Liga igualou os Dragões ao Benfica, maior rival, que desde a década de 60 se vangloriava por ter mais taças europeias que o Porto. Pobres vermelhos… É hora de relembrar os melhores anos da história do Porto, sem dúvida alguma, que tiveram taças, craques, Mourinho, façanhas e a inauguração de um estádio novinho em folha.

 

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HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

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 O Vinho do Porto é o Embaixador de Portugal, mas a verdade é que, o Vinho do Porto como o conhecemos hoje, rico em grau alcoólico e doce, foi talhado ao gosto inglês.

Devemos por isso olhar para a história deste vinho como uma criação portuguesa, mas uma descoberta inglesa

É do conhecimento da maioria os vários Tratados que foram assinados entre Portugal e Inglaterra, sendo o mais referido, quando se fala de Vinho do Porto, o Tratado de Methuen, assinado em Dezembro de 1703.

Estes Tratados não foram mais do que “um convénio de comércio e navegação, que incidiu exclusivamente sobre as relações comerciais entre Portugal e a Inglaterra”.

 

Mas o despertar dos ingleses pelo nosso vinho é anterior à assinatura do Tratado de Methuen. Outros acontecimentos vieram impulsionar muito antes a exportação de vinhos portugueses, foram eles, o agravamento das relações franco-britânicas na segunda metade do século XVII e o desenvolvimento das colónias Norte americanas, apenas para dar dois exemplos mais marcantes. Nesta altura os vinhos exportados pela barra do Porto, figuravam nos registos ingleses como “Port wine” ou “Port to Port wines” e de 200 tóneis ao ano passamos a exportar 6000 tonéis.

 

Com todas as vantagens que os ingleses tinham em comprar vinho em Portugal, era importante oferecer o que mercado inglês consumia. Era pois necessário oferecer um vinho que mais se aproximasse dos vinhos de Bordéus, e também dos vinhos de Jerez (Espanha). Vinhos com “força”, “fragrância” e “cor”, e os vinhos produzidos nas encostas do vale do Douro ofereciam isso e quando convenientemente “tratados” aguentavam o transporte e conservavam-se em boas condições por mais tempo.

Por isso, na altura, já gozavam de boa reputação.

Em muito ajudou também o rio Douro, excelente via de comunicação, que permitia “os vinhos de Mesão Frio, Vila Real e Lamego desde há muito descessem regularmente para o Porto e dispusessem de um circuito comercial”.

Inicialmente consumido nas tabernas da cidade do Porto, depois pelos marinheiros nos Pub’s, o vinho de então tinha de ser inebriante, para se esquecer as amarguras da vida.

A transformação no Vinho do Porto que conhecemos hoje, um vinho encorpado quando jovem, doce e rico em álcool, um produto reputado (ou não fosse ele o Embaixador de Portugal!), foi um “processo lento, feito de sucessivas experiências para adaptar um vinho naturalmente forte e áspero, num outro mais suave que correspondesse ao gosto do mercado e aos condicionalismos temporais das viagens e dos estágios mais ou menos prolongados nas docas de Londres e nos armazéns ingleses”.

Levaria algumas décadas para os vinhos exportados pela barra do Douro tornarem-se um produto admirado pelas elites inglesas, só quando o seu perfil foi adaptado ao gosto britânico, a sua procura começou a aumentar, tal como o preço que suplantou na procura outros vinhos europeus, ganhando a reputação que ainda hoje granjeia.

Brindemos ao Vinho do Porto com um copo de Vintage!

 

(Citações retiradas de textos da autoria de Conceição Andrade Martins).

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