Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

PORTUGALd'antigamente

- TRADIÇÕES - CURIOSIDADES - HISTÓRIA - LENDAS - PORTUGALdantigamente ....

PORTUGALd'antigamente

- TRADIÇÕES - CURIOSIDADES - HISTÓRIA - LENDAS - PORTUGALdantigamente ....

O maior burlão da História de Portugal

Artur Virgílio Alves dos Reis

 

O maior burlão da História de Portugal

 

 

 

Alves_dos_Reis.png

 

 

 

 

 Artur Virgílio Alves dos Reis nasceu em Lisboa no ano de 1896

 

 

 

 

Nasceu no seio de uma família modesta.

Ainda começou um curso de Engenharia, mas não passou para além do 1.º ano, devido ao casamento com Maria Luísa Jacobetty de Azevedo, em 1916, facto que o livrou da mobilização para a Primeira Guerra Mundial.

Nesse mesmo ano parte para Angola, onde trabalhará nas Obras Públicas, chegando a ser inspetor.

Foi também diretor dos Caminhos de Ferro naquela colónia.

Este cargo foi obtido a partir da sua primeira burla conhecida, quando forjou um diploma de Engenharia pretensamente obtido em Oxford, com capacidades para gestão industrial e financeira.

A partir de 1919, Alves dos Reis dedicou-se ao comércio de produtos entre a colónia e a metrópole, sempre com golpes e ilegalidades.

Acumulou algum capital, regressando a Lisboa em 1922, onde criou a firma Alves dos Reis, Ldª.

Investiu também numa empresa mineira em Angola, assumindo-se cada vez mais como um grande empresário.

 


No entanto, tanto Portugal como a sua colónia de Angola, sentiam de forma profunda a grave crise económica europeia resultante da Grande Guerra.

Alves dos Reis ressentiu-se imenso dessa situação difícil, embora tenha encontrado maneiras de a superar.

Como sempre alimentara o sonho angolano, acreditava firmemente que seria aquela colónia a sua rampa de lançamento para negócios em maior escala, fosse de que maneira fosse.

Assim, virou-se para a Ambaca, empresa ferroviária estatal de Angola, a qual queria controlar através da posse da maior parte das suas ações.

Estas, conseguiu-as adquirir através de uma nova fraude, um cheque sem cobertura do National City Bank, de Nova Iorque, onde tinha conta.

Alves dos reis pretendia vender as ações a um preço mais alto antes do cheque chegar ao seu destinatário.

O principal comprador que Alves dos Reis tinha em vista era Norton de Matos, comissário-geral de Angola.

Mas o negócio não se concretizou, e Alves dos Reis foi arrastado para os tribunais, com um processo judicial que lhe valeria uma detenção na prisão, entre 5 de julho e 27 de agosto de 1924, data do julgamento.

Foi absolvido da acusação de desvio de fundos, mas culpado da emissão de um cheque sem cobertura.

 

Em 1925, todavia, Alves dos Reis entraria na história de Portugal como o seu maior burlão, a partir de uma gigantesca operação de fraude financeira.

 

 

Nesse ano, Alves dos Reis montara um plano para criação de um banco - o Banco Angola e Metrópole - através da obtenção de fundos de que não dispunha.

Formara uma equipa de especialistas: José dos Santos Bandeira, vigarista e irmão do embaixador português na Holanda; Karel Ysselveere, negociante holandês; Adolf Hennies, alemão, também negociante, profundo conhecedor dos meandros da diplomacia internacional.

Então, Alves dos Reis, em Inglaterra, mandou imprimir 580 000 notas de 500 escudos, fingindo-se de governador do Banco de Portugal, para além de ter falsificado uma chapa de nota, documentos e credenciais várias.

Utilizou ainda as matrizes e serviços da empresa inglesa Waterlow & Sons, Ltd, a qual executava a impressão das referidas notas.

Através de Ysselveere, obteve do administrador da empresa inglesa o reconhecimento da autenticidade de dois contratos, pelos quais o Banco de Portugal autorizava o governo de Angola a emitir 580 000 notas de 500 escudos (290 000 000 de escudos/1 446 514 de euros), ficando Alves dos Reis encarregado de tratar do negócio.

Assim, Ysselveere recebeu da Waterlow, em fevereiro de 1925, a primeira parte das notas.

José Bandeira, através da embaixada portuguesa em Haia, fez chegar a Portugal esse primeira parte da encomenda.

As restantes remessas foram chegando ao País, suscitando então desconfianças nos meios financeiros, perante tantas notas em circulação.

Contudo, as investigações do Banco de Portugal nada clarificaram, desmentindo mesmo a existência de dinheiro falso.

 

Alves dos reis pretendia com toda esta fraude gigantesca fundar o Banco Angola e Metrópole, para investir em Angola e, posteriormente, tentar controlar a maioria das ações do Banco de Portugal, situação que esteve prestes a conseguir.

Entretanto, a burla foi descoberta, estando Alves dos Reis em Angola.

A bordo de um navio alemão, foi preso a 5 de dezembro de 1925, acusado de falsificação de notas. Foi aberto um processo judicial, que se prolongou até 30 de junho 1930, quando foi condenado a 20 anos de prisão.

 

Manteve-se encarcerado na Penitenciária de Lisboa até 1945, sofrendo a pena mais pesada do grupo de falsificadores por ele dirigido, em que se incluía a sua mulher.


A justiça condenou Alves dos Reis, mas o povo absolveu-o desde o início do processo.

Era uma figura conhecida do grande público, um indivíduo elegante e vaidoso, considerado por muitos um génio, um aventureiro romântico, um homem capaz das mais impensáveis artimanhas para alcançar fortuna e notoriedade, até alguém capaz de salvar o País do seu estado depauperado.

A fraude que organizara teve repercussões em todo o País e em muitas figuras públicas e do governo, levando algumas a tribunal e mesmo à prisão, como o governador e o diretor do Banco de Portugal.

O governo foi ridicularizado e contestado pela opinião pública durante o processo, que arrastou inúmeras personalidades para a ignomínia e para as "ruas da amargura".


Mas mesmo depois da maior fraude da história portuguesa, este campeão das ilegalidades voltou a reincidir, quando a 12 de fevereiro de 1952, sete anos depois de sair da prisão, burlou em 60 mil escudos (299.27 euros) um negociante de Lisboa, a quem prometera 6 400 arrobas de café angolano, inexistentes.

 

Em 1955 foi condenado a quatro anos de prisão, pena que não chegou a cumprir, pois morreu em 9 de julho desse ano, na pobreza e no esquecimento geral.

 

 

 

 

 

fonte:www.infopedia.pt

 

 

 

 

 

www.123pecas-auto.pt 3002 PopAds.net - The Best Popunder Adnetwork

HISTÓRIA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

dia_internacional_mulhe_foz.jpg

 

 

 

No dia 8 de Março do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.

Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

 

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

 

 

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher

 

 

www.123pecas-auto.pt 3002 PopAds.net - The Best Popunder Adnetwork

HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

transferir.jpg

 O Vinho do Porto é o Embaixador de Portugal, mas a verdade é que, o Vinho do Porto como o conhecemos hoje, rico em grau alcoólico e doce, foi talhado ao gosto inglês.

Devemos por isso olhar para a história deste vinho como uma criação portuguesa, mas uma descoberta inglesa

É do conhecimento da maioria os vários Tratados que foram assinados entre Portugal e Inglaterra, sendo o mais referido, quando se fala de Vinho do Porto, o Tratado de Methuen, assinado em Dezembro de 1703.

Estes Tratados não foram mais do que “um convénio de comércio e navegação, que incidiu exclusivamente sobre as relações comerciais entre Portugal e a Inglaterra”.

 

Mas o despertar dos ingleses pelo nosso vinho é anterior à assinatura do Tratado de Methuen. Outros acontecimentos vieram impulsionar muito antes a exportação de vinhos portugueses, foram eles, o agravamento das relações franco-britânicas na segunda metade do século XVII e o desenvolvimento das colónias Norte americanas, apenas para dar dois exemplos mais marcantes. Nesta altura os vinhos exportados pela barra do Porto, figuravam nos registos ingleses como “Port wine” ou “Port to Port wines” e de 200 tóneis ao ano passamos a exportar 6000 tonéis.

 

Com todas as vantagens que os ingleses tinham em comprar vinho em Portugal, era importante oferecer o que mercado inglês consumia. Era pois necessário oferecer um vinho que mais se aproximasse dos vinhos de Bordéus, e também dos vinhos de Jerez (Espanha). Vinhos com “força”, “fragrância” e “cor”, e os vinhos produzidos nas encostas do vale do Douro ofereciam isso e quando convenientemente “tratados” aguentavam o transporte e conservavam-se em boas condições por mais tempo.

Por isso, na altura, já gozavam de boa reputação.

Em muito ajudou também o rio Douro, excelente via de comunicação, que permitia “os vinhos de Mesão Frio, Vila Real e Lamego desde há muito descessem regularmente para o Porto e dispusessem de um circuito comercial”.

Inicialmente consumido nas tabernas da cidade do Porto, depois pelos marinheiros nos Pub’s, o vinho de então tinha de ser inebriante, para se esquecer as amarguras da vida.

A transformação no Vinho do Porto que conhecemos hoje, um vinho encorpado quando jovem, doce e rico em álcool, um produto reputado (ou não fosse ele o Embaixador de Portugal!), foi um “processo lento, feito de sucessivas experiências para adaptar um vinho naturalmente forte e áspero, num outro mais suave que correspondesse ao gosto do mercado e aos condicionalismos temporais das viagens e dos estágios mais ou menos prolongados nas docas de Londres e nos armazéns ingleses”.

Levaria algumas décadas para os vinhos exportados pela barra do Douro tornarem-se um produto admirado pelas elites inglesas, só quando o seu perfil foi adaptado ao gosto britânico, a sua procura começou a aumentar, tal como o preço que suplantou na procura outros vinhos europeus, ganhando a reputação que ainda hoje granjeia.

Brindemos ao Vinho do Porto com um copo de Vintage!

 

(Citações retiradas de textos da autoria de Conceição Andrade Martins).

www.123pecas-auto.pt 3002 PopAds.net - The Best Popunder Adnetwork

(ajude o nosso blogue)

Mais sobre mim

foto do autor

[ Tradutor ]

Traduzir para Chinês Traduzir para Espanhol Traduzir para Italiano Traduzir para Françês Traduzir para Inglês Traduzir para Alemão Traduzir para Japonês Traduzir para Russo

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

contador visitas

Mensagens

Comentários recentes

Calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

popAds

adsense