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PORTUGALd'antigamente

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Os primeiros transportes públicos de carreira em Portugal

O primeiro transporte público de carreira em Portugal começou em 1798, com um serviço de diligências entre Lisboa e Coimbra, criado a partir de um alvará régio.

 

A estas carreiras chamava-se Mala-Postas

 

O termo Mala-Posta passou a designar as diligências de correios e passageiros.

Este transporte encerrou em 1804 e devido às invasões francesas e posterior guerra civil, só foi retomado muitos anos mais tarde.

 

 

Carro de Cintra.jpg

 Foto  de 1912 do "Carro de Cintra" de Joshua Benoliel, do Arquivo fotográfico da C.M.Lisboa

 

 

Os começos do transporte público evocam tempos muito difíceis para os empresários de então. Porém, a capacidade de homens singulares fez com que o sector arrancasse (embora desordenadamente), em direção a um mercado cheio de boas perspetivas. Deste modo, estabelecem-se, na Lisboa de 1834, carreiras regulares de carruagens, também chamadas de omnibus. Os preços eram baixos o que tornava este transporte acessível a todos.

 

A “Companhia de Carruagens Omnibus”

 

Foi quem teve o privilégio de iniciar este tipo de serviço em regime de monopólio. Durante trinta anos (1835-1865), os seus carrões percorreram as ruas da cidade de Lisboa e arredores. Em 1865 ocorreu um incêndio nas suas cavalariças, que dizimou mais de metade dos animais, e marcou o princípio do fim desta empresa, que aliando uma gestão ruinosa aos altos preços praticados, não conseguiu sobreviver a esta catástrofe.


Em 1852, surge a “Companhia de Carruagens Lisbonense”.

 

Por mau serviço, não são renovadas as concessões das companhias de omnibus, e surgem como por encanto, dentro de Lisboa as empresas de transportes baratos, explorando veículos de menores dimensões, como o Chora, Salazar, Jacintho, Florindo, Simplício, Jorge, Lusitana…, alastrando o seu raio de ação por toda a cidade e subúrbios, e oferecendo os seus serviços a toda a população, sem distinção de classes, a preços ao alcance de todas as bolsas.


No Porto, em 1839 é constituída a “Companhia de Transportes União”, com o objetivo de fazer transportes nesta cidade, tendo para o efeito importado quatro carros denominados omnibus.

 

Contemporâneo do omnibus era o carroção que, na cidade do Porto, constituía condução económica de muitas famílias para o teatro S. João em noites de chuva, além de ser requerido para outros serviços como a mudança das famílias para a Foz e Leça, e vice-versa, na época balnear, ou para os passeios à romaria do Senhor de Matosinhos. O vagaroso carroção terá sido “inventado” em 1840 por Manuel José de Oliveira. Embora extremamente morosas, estes veículos efetuavam também viagens para Braga e Guimarães.

 

Quando Fontes Pereira de Melo assume o cargo de ministro em 1852, o país possuía apenas 218 quilómetros de estradas macadamizadas, e quando deixa o cargo em 1887, já existiam cerca de 9.000 quilómetros de estradas.

Com a política fontista, é relançado em 1852 o serviço da Mala-Posta:


- Mala-Posta entre Porto, Braga e Guimarães (1852-1871), explorada pela “Companhia Viação Portuense”;


- Mala-Posta Aldeia da Galega a Badajoz (1854-1863);


- Mala-Posta de Lisboa ao Porto (1855 a 1864).


O estabelecimento do comboio no nosso país, a partir de 1856, condicionou todo o sistema de comunicações e apesar do bom serviço que as diligências prestavam na altura, a sua extinção foi irreversível, muito embora se mantivessem em atividade durante mais algum tempo.

 

 

desconhecido_o_americano2f.jpg

 Imagem retirada do site: www.stcp.pt 

 

 

Um novo meio de locomoção movido por força animal e sobre carris de ferro, apelidado de americano, começa a circular em Lisboa em 1873, através da empresa “Carris de Ferro de Lisboa”.

Um ano antes, em 1872, é inaugurada a linha de carros americanos do Porto – foz e Matosinhos, sendo a primeira do País.

Os carros americanos difundiram-se mais tarde por outras localidades:
- Coimbra, pela “Companhia Rail-Road Conimbricense” (surgiram em 1874);
- Braga, pela “Carris de Ferro de Braga”;
- Pinhais de Leiria a S. Martinho do Porto;
- Vila do Conde à Póvoa do Varzim (apareceram em 1874);
- Buarcos à Figueira da Foz;
- Funchal (funcionaram de 1893 a 1916).


Os Ripert começam a fazer concorrência ao americano, em Lisboa em 1882 e no Porto em 1883, chegando a utilizar os seus carris, uma vez que tinham rodas e comprimento de eixo semelhante, originando reclamações e conflitos.

A “Carris” bate todas as outras companhias concessionárias de transportes públicos de Lisboa, como a “Rippert”, a “Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa” e a “Empresa de Viação Urbana a Vapor”. Aos poucos, também as velhas companhias de omnibus foram absorvidas, carruagens e concessões, á exceção do “Chora” que resistiu até 1917.

Da tração animal, passamos na época da Revolução Industrial aos veículos movidos a vapor. Os motores a vapor começaram a ser aplicados às antigas carruagens, substituindo os sacrificados cavalos.

Mas o peso deste tipo de motor tornava as viaturas difíceis de comandar e extremamente ruidosas devido às rodas de ferro. Já para não falar do fumo expelido…

 

 

Larmanjat.jpg

 

 

O Larmanjat foi um curioso meio de transporte lisboeta inaugurado em 1870.

 

 

Era uma espécie de comboio mono carril a vapor, sendo as suas linhas para Sintra e Torres Vedras construídas em quase toda a sua extensão, utilizando as estradas reais. O fim da sua atribuladíssima existência ocorreu em 1877.

Em 1882, os carros americanos da “Carris de Ferro de Lisboa” já ultrapassavam a centena.

Na cidade do Porto, em de Setembro de 1895, foi inaugurado o primeiro serviço de carros elétricos para o transporte público de passageiros.

Tratou-se do primeiro serviço do género em toda a Península Ibérica.

Em 1896 a “Carris de Ferro de Lisboa”, viu concedida autorização camarária para o uso de tração elétrica, mas só em 1901 é que inaugura a primeira linha.

 

 

1901 1º Eléctrico da Carris.jpg

 1901 1º Eléctrico da Carris Carreira que ia do Cais do Sodré até Belém

 

 

O elétrico é um sucesso, pois é mais limpo, confortável, suave, rápido e melhor iluminado.



A invenção do motor de explosão no final do século XIX, veio abrir o mundo ao transporte rodoviário.

As redes de estradas inicialmente em terra ou macadame, pouco adaptadas ao automóvel, começam a ser empedradas, calcetadas, de modo a que a circulação se possa desenvolver com maior rapidez e segurança.



É preciso esperar pelo início do século XX, quando a viação acelerada por tração mecânica vem substituir os veículos hipomóveis, para que o automóvel e a camionagem, estabeleçam definitivamente um contacto fácil entre todas as regiões do país.

 

 

texto retirado do site:www.transportesemrevista.com

 

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