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PORTUGALd'antigamente

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AS MERCEARIAS

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 Nos anos cinquenta do século passado existiam inúmeras mercearias que procuravam dar resposta às necessidades de consumo da população.

 

Se pesava o sal, a farinha, o arroz, o grão, o feijão e o café, os quais eram fornecidos ao cliente dentro dum cartuxo de papel acinzentado. Só que neste último caso, (do café) o aroma começava logo ali a povoar-nos as narinas e a revelar ou não a sua qualidade.

 

A manteiga e a banha de porco eram retiradas de latas grandes, com o auxílio das respectivas espátulas e eram pesadas em papel vegetal, com o qual se fazia o embrulho, o qual, por sua vez, era embrulhado em papel manteigueiro.

O azeite era aviado em garrafa levada de casa pelo cliente e medido e tirado de um bidão, situado por debaixo do balcão, com o recurso a uma bomba de dar à manivela.

Este azeite, na altura da sua compra ao fornecedor, tinha a acidez testada pelo merceeiro, que para o efeito dispunha dum estojo de óleo-acidímetro.

É que a vida comercial era respeitável e não se podia vender gato por lebre.

 

As especiarias (pimenta, cravinho, cominhos, noz moscada, colorau) eram pesadas em folhas de papel de chá, de dimensão adequada, com as quais se improvisava a embalagem.

Esta, algumas vezes era cónica e obtida por enrolamento, fixado no fim, através de dobragem na ponta.

Enlatados, levavam-se para casa: atum “Tenório”, sardinhas em azeite “Tricana” e salsichas “Frescata”. Embalados, levavam-se caixas grandes de fósforos “Clube”, a fim de serem usados na cozinha, assim como farinha “Amparo”, “Predilecta” ou “33”, para adicionar ao leite do pequeno-almoço.

Habitualmente levava-se bacalhau que a gente escolhia e que era cortado com a respectiva faca, mesmo ali à nossa frente, para depois ser embrulhado em papel de jornal.

 

No tempo em que toda a gente tinha O “Livro dos Fiados”

Porque o chefe de família não tinha recebido ainda o magro salário ou por dificuldades económicas, eram registadas em livros estreitos e de capa negra, os avios que as carências da época não permitiam satisfazer imediatamente, mas que a honra de cada um avalizava que seriam pagas, o que infalivelmente era feito, no mais curto espaço de tempo possível.

 

 

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